A minha EscolaPaulo Calhau
Barreiro

Por Jornal Rostos
Em Outubro (talvez Novembro) de 1967 quando ali entrei pela vez primeira, ainda dominava o cheiro a tinta.
Nascera a Secção do Barreiro do Liceu Nacional de Setúbal.
E eu começava o meu 1º ano liceal (correspondente ao actual 5º ano de escolaridade).
Voltei esta tarde.
Com um enorme e belíssimo pretexto – a inauguração da Escola Professor José Joaquim Rita Seixas.
Emocionado e maravilhado com a obra, fiz o flashback de momentos que se não esquecem – a extraordinária qualidade de alguns professores (ah Dra. Guilhermina Lobato!), o Prof. Fanhais que levou a sua voz e a sua guitarra-companheira na aula de Religião e Moral logo após a participação no Zip Zip de Carlos Cruz, Fialho Gouveia e Raul Solnado, a expulsão da Teresa Lança que se atreveu a entrar de calças nas instalações (1970? 1971?) e foi inapelavelmente “convidada” a sair, as jogatinas de bola nos intervalos ou nas faltas dos “Profs” (uma das balizas tinha como postes os mastros de bandeira), os torneios de xadrez (lembras-te Zizá?, lembras-te Gonçalo?), os cigarros clandestinos no WC da cave, as amizades e os amores (bem ou mal correspondidos).
Hoje, foi também o tempo e o modo de lembrar e honrar a visão, a obra, a Inteligência, a coragem e a persistência de um pedagogo, de um educador, de um empresário.
Em dia de inauguração, mas também de reencontros – com a minha adolescência e com alguns amigos –, percebi, uma vez mais, como a Escola é hoje bem diferente – contraditoriamente diferente –, e mais livre – incontestavelmente mais livre!
Parabéns ao Ministério da Educação.
Parabéns à Câmara Municipal e à Junta de Freguesia do Barreiro.
Parabéns à Família Seixas.
Os Barreirenses ficaram hoje mais ricos. E mais felizes.
Barreiro, 20 de Fevereiro de 2010
Paulo Calhau
(paulo.calhau@hotmail.com)













