Suspensão Temporária das Urgências Pediátricas – Da Insensibilidade à TrapalhadaPor Nuno Cavaco
Moita
Pela luta fez-se justiça. Resta apurar as responsabilidades desta trapalhada.

Por Jornal Rostos
O Presidente da Federação do Partido Socialista de Setúbal, o Sr. Vitor Ramalho, fez publicar um comunicado na comunicação social regional, onde defendia a suspensão temporária das Urgências Pediátricas no Hospital S. Bernardo em Setúbal e no Hospital da Nossa Senhora do Rosário Barreiro. Alegava o senhor Vitor Ramalho que a medida tinha como “finalidade de salvaguardar a qualidade dos cuidados de saúde a prestar às crianças, uma vez que no período de férias há uma redução efectiva de recursos humanos”. Afirmava também o Sr. Vitor Ramalho que alguns partidos políticos tinham especulado com a situação e que demagogicamente se queriam aproveitar da mesma. Inocentemente ou não, o Sr. Vitor Ramalho não percebe, porque não conhece ou não quer conhecer, tal como a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo deu a conhecer em comunicado, que “o Centro Hospitalar de Setúbal e o Centro Hospitalar de Montijo-Barreiro estão em condições de assegurar as escalas de pediatras, garantindo o normal funcionamento da Urgência Pediátrica, a ARSLVT não vê neste momento a necessidade de reorganizar o horário das Urgências Pediátricas no período do verão, mantendo-se assim os Serviços de Pediatria em funcionamento ao longo das 24 horas do dia”.
O Sr. Vitor Ramalho quis ser mais papista que o papa e afinal não conhecia da missa a metade!
Mas não foi o único!
A Sr. Presidente da Câmara Municipal do Montijo tomou posição semelhante. Com tanta certeza e confiança, esqueceram-se estes dois eleitos pela população, que o seu primeiro dever é defender os interesses de quem os elegeu.
Toda esta situação demonstra a insensibilidade quer de quem toma a medida, quer de quem a defende a todo o custo.
Do que se trata é de obrigar as crianças e suas famílias na região de Setúbal a percorrerem longas distâncias para acederem a cuidados hospitalares, o que coloca em causa o acesso destas mesmas crianças aos cuidados de saúde
Soube a população responder à altura e com a sua luta esta medida foi revertida. Fica a trapalhada e a insensibilidade!
Esta medida, tomada de forma unilateral, sem consultar as populações, comissões de utentes e autarquias, foi abortada pela luta e pela convergência de esforços. Saibamos tomar a situação como exemplo e perceber que só com o trabalho e o esforço de todos é que conseguiremos melhorar esta sociedade.
A defesa dos serviços públicos é hoje uma prioridade dos democratas. Ensaios como este não podem servir para tomar o pulso às populações e retirar-lhes direitos consagrados na Constituição Portuguesa.
Pela luta fez-se justiça. Resta apurar as responsabilidades desta trapalhada.
Estamos de parabéns!
Nuno Cavaco













