Aqui-d´el-rei!Por Jorge Fagundes
Barreiro

Por Jornal Rostos
Segundo qualquer vulgar dicionário, aqui-d ´el-rei era "o brado de socorro com que se evocava o auxílio da força pública".
No caso da nossa cidade, tal força é, quase em exclusivo, a Polícia de Segurança Pública.
À míngua de estatísticas, temos de nos socorrer dos factos que nos chegam ao conhecimento e pelos quais, pelo menos por agora, não estamos na situação de cidade de topo, criminalmente falando.
O que, registe-se, se reflecte como um mal menor, dada a visível insuficiência de policiamento existente.
Assim, e ao acaso: em pleno dia, na denominada passagem desniveleda da Rua Miguel Bombarda, são frequentes os assaltos a quem por ali passa.
Muito recentemente, dois conhecidos cidadãos barreirenses ali foram agredidos (um deles até esfaqueado) e espoliados dos seus objectos de ouro e do telemóvel.
Se, por hipótese, tivessem um megafone e dele se utilizassem, bem poderiam gritar "aqui-d ´el -rei", que força pública disponível não havia.
E, segundo consta, assaltos do género têm já ocorrido noutros locais, bem como actos de puro vandalismo (por ex: automóveis riscados, papeleiras e contentores do lixo incendiados).
O certo é que no Barreiro, por razões que ainda não foram esclarecidas por quem o deveria fazer, o policiamento é deficiente vinte e quatro horas por dia, com o consequente aproveitamento dessa circunstância por parte de marginais bem sabedores de que o grito de "aqui-d ´el-rei" não obterá eco junto da força pública.
Até quando?
Jorge Fagundes













