Imaginam uma cidade…sem rostos?Por Nuno Banza
Barreiro

Por Jornal Rostos
Imaginem uma cidade onde a história começou há muitos anos, mas poucos sabem mais do que a memória que guardam das suas vivências pessoais...
Imaginem uma cidade onde muitas pessoas vieram de muitos lados, mas poucas não vieram de lado nenhum, simplesmente já lá estavam…
Imaginem uma cidade onde há muitos anos roubaram o arco iris deixando apenas a luz e as sombras, sem uma cor que se orgulhe desse nome, na qual até as bandeiras penduradas sofreram durante anos com esse roubo…
Imaginem uma cidade que abraça o rio que lhe corre nas veias, ao mesmo tempo que lhe vira as costas e atira para trás os seus problemas…
Imaginem uma cidade que esconde em cada salão de baile, com o suor da dança e o som do canto e da orquestra, as dores do dia-a-dia de sofrido trabalho árduo…
Imaginem uma cidade onde as ruas são ponto de encontro, salas de aula e de recreio, mesmo quando é possível ver o ar que respiramos…
Imaginem uma cidade que envelhece com a idade, mas que se mantém jovem na forma de se reinventar…
Imaginem uma cidade onde todas as formas se misturam, se partilham e complementam, aprendendo a respeitar-se e a respeitar as ideias e vontades, lutando para que elas possam trazer à luz do dia a sua mais honesta genuinidade…
Imaginem uma cidade com tudo isto!
Poderia essa cidade existir sem que existissem rostos das suas expressões mais originais e únicas?
Foi tudo isso que o sonho de um homem trouxe, os rostos destes – todos – protagonistas da vida da cidade, das cidades! Eles são o sangue que lhe corre nas veias!
Obrigado! Vocês fazem parte de nós!
Nuno Banza













