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Mudança para melhor?Por Jorge Fagundes
Barreiro

Pois o senhor Alfredo, na sua volta diária pelo burgo, sempre que topava, entre outras coisas, com uma lâmpada de iluminação pública fora do serviço, logo o assinalava no seu relatório:”na rua tal, junto ao número tantos, está uma lâmpada fundida".”
E face à quantidade de candeeiros de iluminação pública às escuras, recordamos, com saudade, o senhor Alfredo Bernardo, que, esse sim, se fosse vivo e ao serviço camarário, já teria assinalado nos seus relatórios essas deficiências.

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Mudança para melhor? Por Jorge Fagundes Barreiro

Por Jornal Rostos

Durante largos anos foi a Sociedade Industrial do Bonfim a concessionária da distribuição de energia eléctrica no concelho do Barreiro.
Era uma empresa tipo familiar, perfeitamente inserida no meio local, sendo conhecidos da população em geral todos quantos nela trabalhavam.
Outros tempos, outras perspectivas, levaram à sua integração na EDP, uma das maiores empresas do País, com milhares de trabalhadores ao seu serviço.
Biblicamente comparando, tínhamos um David e passámos a contar com um Golias.
Mudança para melhor?
Aparentemente, não, pois cidade mal iluminada somos.
Na verdade, se percorrermos, à noite, o nosso Barreiro, quer central, quer não, muitas anomalias se verificam.
Sem carácter exaustivo, bem no Centro (Avenida Alfredo da Silva e Largo da Amizade, entre outros locais)
se apresentam uma quantidade apreciável de candeeiros de iluminação às escuras.
A propósito, recorda-nos ter visto, em tempos, nos arquivos da nossa Câmara, uns interessantes relatórios que, então, eram feitos por um funcionário, Alfredo Bernardo de seu nome, e que, salvo erro, se aposentou como Encarregado.
Falecido há vários anos, foi em vida um bom homem que conhecemos na nossa infância no Alto do Seixalinho, onde morava no Bairro da Câmara.
Pois o senhor Alfredo, na sua volta diária pelo burgo, sempre que topava, entre outras coisas, com uma lâmpada de iluminação pública fora do serviço, logo o assinalava no seu relatório:”na rua tal, junto ao número tantos, está uma lâmpada fundida".”
E face à quantidade de candeeiros de iluminação pública às escuras, recordamos, com saudade, o senhor Alfredo Bernardo, que, esse sim, se fosse vivo e ao serviço camarário, já teria assinalado nos seus relatórios essas deficiências.
As quais, acrescente-se, e ao contrário do que hoje sucede, seriam rapidamente resolvidas pela velha Sociedade Industrial do Bonfim.
Teremos, mesmo, mudado para melhor?

Jorge Fagundes

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