Os Títeres-Homúnculos-FascistasPor Manuela Fonseca
Barreiro

Por Jornal Rostos
Estamos todos fartos deles, esses impostores que nos incomodam até à náusea, todos os dias, todas as horas, todos os minutos, todos os segundos. Refiro, obviamente, os detentores dos vários poderes.
No financeiro, uma qualquer passou férias na Comporta e, na maior ignorância social, histórica geográfica, no maior descaramento, achou-se, por isso, parecida com “os pobres”. Precisa mesmo de viver com dificuldades para melhorar competências e alargar conhecimentos, ora a tola! Pode ir lavar roupa no rio, como acabo de ver fazer a pessoas muito idosas, em Lisboa e na Província, numa comovente e recente reportagem da SIC Notícias: a mulherzita saberá, por exemplo onde ficam a Madragoa e o seu Lavadouro Municipal? Não quererá fazer lá uma formação laboral e moral?
No militar, quem comanda deve achar que estamos bem, porque não se mexe nem, com certeza, deixa outrem mexer-se; como me dói a lembrança da coragem do jovem capitão Salgueiro Maia e de todos os que, como ele, sonharam um Portugal para os Portugueses! (Para onde terá ido o “25 de Abril”?)
No que administra (?), eufemisticamente apelidado de Governo, depois de eleições, ganhas, que uns quantos, devido às asneiras anteriores e, também, às mentiras, descaradas e despudoradas que usaram e de que abusaram na campanha eleitoral mais trapaceira que tivemos, só apelidá-lo de, no mínimo, pró-fascista.
Títeres, manipuladores, cá dentro, e manipulados pelos detentores desta pobre pseudo-globalização que engorda uns e outros cada vez mais e ensina os homúnculos locais a geri-la, isto é, a denegri-la, para a tornar cada vez mais dependente, financeira e economicamente do exterior, aa pessoas roubadas a toda a hora: na dignidade, nos direitos adquiridos, nos recursos, escassos, cada vez mais escassos, que ainda possuem.
Homúnculos de G&G, isto é, de gabinetes e gravatas, não sabem o que é alguém debater-se com um pequeno ordenado, uma exígua pensão, mesquinhos e desconhecedores desse grande valor social, o trabalho –, promovem, em gradação crescente, a cada momento, a extinção da actividade laboral, suporte da vida, da honradez, da transmissão do futuro aos vindouros, de desígnios pessoais e colectivos.
Se não acabam com ela, estão em permanente ameaça às actividades que (ainda) dão pão aos Portugueses, tal a maldade, tal a ignomínia desses parasitas.
Trabalho sonegado, aliás, com qualquer pretexto, até sem nenhum, em vilipêndio que depaupera a esperança, a segurança, a expectativa de melhores dias, roubadas nas empresas, às portas dos centros do Instituto do Emprego e Formação Profissional, nas consultas, aflitas, na Comunicação Social e Internet de algo, digno, para fazer no desejo de rentabilizar práticas profissionais e profissionalizantes, estudos que façam o País progredir e dêem a garantia aos Portugueses de cá poderem continuar, de cá poderem estar, junto dos que os trouxeram ao mundo, junto de todos os que os acompanham e os amam (só um facínora não quer os Portugueses aqui!).
Centenas de milhares de cidadãos, achincalhados pelos envios, constantes, de currículos, na resposta a anúncios que apresentam um sol, tantas vezes fictício – centenas de milhares de cidadãos humilhados com propostas do tipo “ dá para comer uma côdea, com água e um fio de azeite, como no tempo do salazarismo”.
Envios de currículos após a leitura de anúncios que deviam envergonhar quem os elabora, gentalha que, adivinho / adivinhamos facilmente, não vacila nas barbaridades (condições remuneratórias, horários e ilegalidades inventados para prejudicar os mais necessitados), propostas como se fossem bênçãos.
Trabalho sonegado em entrevistas abortadas: quem as faria – a pessoa que procura emprego farta de andar quilómetros, de se deslocar daqui para ali, de gastar os pequenos recursos que a ajuda familiar (por enquanto) lhe permitem – desaparece, misteriosamente, na hora marcada para tal tipo de avaliação, com o (a) desgastado (a) compatriota perplexo (a), sem ouvir uma explicação, sem a marcação de nova data que o (a) anime.
Homúnculos impudentes que roubam os subsídios de desemprego por cima do crime de lesa-trabalho, que roubam os subsídios de doença, que roubam os pequenos empresários, que roubam os centros de saúde, que roubam os hospitais, que roubam as escolas, que roubam os politécnicos, que roubam as universidades, que roubam, tudo e todos, sem desfalecimento, em paranóia que deles se apossou.
Em resumo: víboras dentro e fora das nossas fronteiras que tentam acabar, depressa, com um velho País Europeu que, infelizmente, as os viu nascer, crescer, sem a apreensão, bem disfarçada, dos monstros com aparência humana que odeiam Portugal e o empurram, paulatinamente, para o precipício.
Víboras que não esquecem, neste grave momento, de chorudas ofertas umas às outras, que se encobrem umas às outras, não vá o “tacho” sumir-se, tão bem se encontram a fazer-nos sofrer, a ameaçar-nos a todo o momento, cada vez pior o seguinte.
Estes provocadores, títeres-homúnculos-fascistas, têm que ser mandados embora! Estes provocadores, títeres-homúnculos-fascistas, deverão saber o que é a vida, auferir o salário mínimo, passar por todos os locais onde cheira a povo! Para que, depois de tal tempo sabático, se tornem sensíveis e úteis.
No meio da omissão de Governo, Presidentes da Assembleia da República e da República em relação aos actores (bombeiros, elementos das Forças Armadas, Policiais, Protecção Civil, guardas florestais, tripulantes de helicópteros, ambulâncias hospitalares, viaturas particulares, profissionais de saúde, autarcas, populares) que, com esforço e, tragicamente, já com sacrifício de vidas, têm sido heróis, como sempre, orgulho nacional, na luta contra os medonhos incêndios que destroem parte de Portugal, saliento a figura visível, audível e serena do Ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, flor no meio de ervas daninhas, no cumprimento dos deveres que outros esquecem.
Na lembrança do grande Mestre das nossas Língua, Literatura, História, Política e Cultura, Padre António Vieira, ouso pedir a Deus que não perdoe a tais tristes exemplares, tantos os pecados cometidos, até que respeitem uma ordeira e pacífica comunidade, a nossa, que, devido a supina cretinice, devido a supino desprezo, não conhecem nem querem conhecer, só castigá-la; será por manter, tenazmente, os sonhos de “Abril”?
Manuela Fonseca













