Mais vale tarde que nunca!Por Jorge Fagundes
Barreiro
Acontece que, desde ontem e com obra acabada hoje, o chamado bom senso acabou por vencer: os tais monstrinhos foram retirados e substituidos por pilaretes iguais aos muitos existentes pelas nossas ruas. Assim sendo, adeus às topadas e aos trambolhões!

Por Jornal Rostos
Em 18 de Maio do ano passado, publiquei, no Rostos, um artigo a respeito da Avenida Alfredo da Silva, a que dei o nome de topadas e trambolhões!
Vou transcrever a parte final: “a princípio até dava para avançar sobre os passeios, mas não demorou muito tempo para surgirem uns curiosos obstáculos, uma vez mais em material não comerciável, e, pelos vistos, inspirados naqueles blocos de partida utilizados em certa provas de atletismo.
Em boa verdade, e em relação aos automóveis, resultaram mesmo: não podem ir para cima dos passeios, e quando o automobilista não conhece os cantos à casa, ao abrir as portas, vá de bater nos blocos.
Porém, os inventores desta adaptação do material de partida dos velocistas não previram o que, desde então (e até quando senhores, até quando?) passou a suceder. Raro será o dia em que, homens e mulheres (e aqui a questão do género nem sequer se põe), seniores (assim se chamam agora os velhos) ou juniores, não dão valentes topadas naqueles monstrozinhos. E, topada aqui, topada ali, muitos se desiquilibram e é cá cada trambolhão!
Nalguns casos com condução garantida ao Hospital para tratamento das várias mazelas. E logo agora que as taxas moderadoras viraram foguetões”(fim da transcrição).
Acontece que, desde ontem e com obra acabada hoje, o chamado bom senso acabou por vencer: os tais monstrinhos foram retirados e substituidos por pilaretes iguais aos muitos existentes pelas nossas ruas. Assim sendo, adeus às topadas e aos trambolhões!
Nota número um: não é que algumas almas maldizentes andam dizendo que esta alteração só foi possível porque no próximo dia 29 há eleições autárquicas?
Nota número dois: sem alinhar com os maldizentes, mas, até certo ponto, navegando noutras águas (as de cidadão barreirense interessado no bem estar desta terra): será que nos armazéns camarários ainda existe daquela tinta própria para repintar as passadeiras de peões? Se sim, vejam com se encontram as mesmas, aproveitem a maré e tratem do assunto!
Jorge Fagundes













