Saltar para o conteúdo
Moldura

Museu de Arqueologia e Etnografia do Distrito de SetúbalIntegra a rede de equipamentos culturais do município de Setúbal

O Museu de Arqueologia e Etnografia do Distrito de Setúbal integra desde hoje a rede de equipamentos culturais do município de Setúbal, após a assinatura do protocolo de transferência da titularidade da Associação de Municípios da Região de Setúbal para a Câmara Municipal.

4 min de leitura
Museu de Arqueologia e Etnografia do Distrito de Setúbal Integra a rede de equipamentos culturais do município de Setúbal

Por Jornal Rostos

Em cerimónia realizada esta tarde no museu, na qual foi também assinado o contrato-promessa de compra e venda dos imóveis que acolhem espaço cultural, na Avenida Luísa Todi, a vice-presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria do Carmo Tiago, assinalou que este é “um momento de particular significado para o concelho de Setúbal e para toda a região”.

 A autarca referiu que, “mais do que um ato administrativo”, a assinatura do protocolo de transferência da titularidade do MAEDS – Museu de Arqueologia e Etnografia do Distrito de Setúbal da AMRS para o município de Setúbal é, “acima de tudo, um ato de responsabilidade pública, de valorização da cultura e de compromisso com a preservação da nossa memória coletiva”.


A decisão de integrar o MAEDS na rede de equipamentos culturais municipais tem como objetivo “garantir a continuidade da missão do Museu, salvaguardar o seu património e valorizar uma instituição que, ao longo de décadas, tem contribuído de forma fundamental para o conhecimento da história do nosso património”.

Fundado em dezembro de 1974 e aberto ao público em 1976, o Museu de Arqueologia e Etnografia do Distrito de Setúbal afirmou-se desde então como “uma instituição de referência na investigação, conservação, valorização e divulgação do património arqueológico e etnográfico da região”, afirmou a autarca.

Além do património arqueológico e etnográfico que faz parte do espólio do museu, é desenvolvido um “importante trabalho de investigação científica”, além de disponibilizada uma biblioteca especializada e são promovidas diversas atividades de divulgação e de educação patrimonial.


“É um trabalho persistente e qualificado que não se limita a produzir conhecimento científico, mas que contribui, igualmente, para valorizar a identidade regional e para transmitir esse conhecimento às novas gerações.
É este percurso a que queremos dar continuidade”, assegurou a vice-presidente Maria do Carmo Tiago.

A integração do MAEDS na rede de equipamentos culturais do município representa “uma mais-valia para Setúbal, abre novas oportunidades de cooperação e desenvolvimento” e “reforça a capacidade do município de proporcionar à população uma oferta cultural, diversificada e de qualidade”, acrescentou.

 Para a vice-presidente da Câmara Municipal de Setúbal, integrar o MAEDS na estrutura municipal “significa, antes de mais, respeitar sua história, a sua identidade e a sua especificidade científica”.

 A autarca garantiu que autarquia quer que este “continue a ser um espaço de investigação e conhecimento, capaz de conservar e estudar as suas coleções, promover a educação patrimonial e partilhar os resultados do seu trabalho com públicos cada vez mais diversificados”.


A Câmara Municipal de Setúbal vai continuar a fazer do MAEDS “um museu aberto à comunidade, próximo das escolas e dos jovens, acessível às famílias e atento às necessidades e aos interesses da população”, com o objetivo de “aprofundar o conhecimento de Setúbal e da região e valorizar o património como parte essencial da nossa identidade”.

Maria do Carmo Tiago reconheceu o papel desempenhado pela Associação de Municípios da Região de Setúbal em todo este processo, e em especial da presidente do conselho diretivo, Ana Teresa Vicente, cuja “colaboração foi importante para que esta transição institucional se concretizasse de forma simples e consensual, tendo como prioridade o interesse público”.


Ana Teresa Vicente explicou que a opção de transferir a titularidade do MAEDS foi tomada tendo em conta “a defesa do interesse público e dos trabalhadores do museu”, uma vez que após a saída de alguns municípios, “um equipamento como este podia não conseguir prosseguir a sua missão”.

A presidente do conselho diretivo da AMRS, que acredita que o museu “vai estar entre as prioridades da gestão cultural do município de Setúbal” e continuar a ser uma instituição de que “a região se orgulha”, considera que esta “foi a melhor forma de salvaguardar a integridade e o valor do MAEDS”.


A Câmara Municipal de Setúbal aprovou no dia 7 a assunção da gestão integral do MAEDS, que estava a cargo da AMRS desde 2014, num processo que inclui a aquisição do edificado no qual o equipamento museológico está instalado, por um valor global de dois milhões de euros.

Este processo teve lugar depois de, no âmbito de uma reorganização e racionalização financeira, a AMRS ter deliberado promover a transferência da titularidade do museu, com a reafetação dos respetivos trabalhadores, que passam a integrar os quadros do município de Setúbal.


Fonte - CMS

Publicidade

Notícias relacionadas

Publicidade

Notícias por secção