BARREIRO – Rosto do ano 2025«Estamos no centro daquilo que pode vir a ser a transformação da nação»
afirma Rui Miguel Braga, rosto na Área Autarca

Por Jornal Rostos
Rui Miguel Braga é Vice-Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, com responsabilidades nas áreas das obras municipais, urbanismo, planeamento e gestão do território e resíduos urbanos. É Licenciado em Administração Pública e Políticas do Território pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, e mestrando em Gestão Aplicada no ISCTE, desenvolveu o seu trabalho académico sobre a Terceira Travessia do Tejo (Chelas–Barreiro).
Um orgulho e um agradecimento
Que significado atribui por receber a distinção Rosto do Ano na área Autarca?
«Agradecimento acima de tudo, porque é um reconhecimento de gente da terra, que mostra atenção ao que temos feito, enquanto eleitos, e, de alguma forma, portanto, é um orgulho e um agradecimento.
Nós quando estamos nestas funções, eu, pelo menos interpreto isto assim : é um privilégio ser eleito, especialmente pela nossa terra.
Quando alguém atribui algum reconhecimento é sempre um motivo de, quase até de vaidade, porque uma pessoa olha para trás e, assim, sente o reconhecimento do nosso trabalho.
Eu diria receber esta distinção é um agradecimento, de gente que é da terra e olha para o trabalho que nós temos feito, isso, é sempre positivo.»
Terceira Travessia do Tejo vai trazer transformações gigantes ao território
Sendo a sua distinção na área autarca, como olha e sente o pulsar da vida autárquica?
«Eu acho que o Barreiro está a passar por uma fase tremenda de indecisões. Nós estamos no centro daquilo que pode vir a ser a transformação da nação.
Passa pelo Barreiro um dos grandes projectos do país, estou a falar da Terceira Travessia do Tejo e da Alta Velocidade que vem associado com ela, projectos que vão trazer transformações gigantes ao território.
Acho que ser autarca, nesta altura, do ponto de vista individual é um desafio, porque, temos que ter muita consciência, muito estudo ( eu licenciei-me o ano passado, o meu trabalho de licenciatura tem como tema a 3ª Travessia do Tejo, sobre os impactos sociais e económicos, que normalmente este tipo de infraestruturas faz nas cidades).
Por estas razões, ser autarca é um privilégio porque podemos, de alguma forma, contribuir para a decisão.
No Barreiro, acho que, e critico o executivo, do qual faço parte, devíamos estar a ter mais debate sobre esta situação, se bem que, a informação que nós temos é muito escassa.
Hoje, o respeito pelo autarca ou pela função de autarquia está numa situação, que passo a esclarecer, com este exemplo: já foi anunciada cinco vezes a Terceira Travessia do Tejo e nós o que sabemos é pelas notícias.
Há muito pouca informação sobre aquilo que são as intenções de quem está a desenhar uma infraestrutura que vai impactar na cidade. Isso nos preocupa.»
Temos um problema de mobilidade na cidade
Quais são as perspectivas, perante estes cenários, que se colocam a curto prazo e no futuro ao trabalho dos autarcas no concelho?
«Nós estamos com expectativa sobre este tema, porque esta infraestrutura, em si, pode resolver alguns problemas, especialmente ao nível de mobilidade.
Nós temos, já hoje, um problema de mobilidade na cidade. Temos pouco metros quadrados de território, pelo menos aqui no nosso Barreiro centro, e, temos que encontrar uma solução. Este será um grande desafio e tudo aquilo que pode vir a resultar destas decisões.
Nós somos apologistas que a cidade, agora, está a passar um momento em que o emprego e a criação de empresas na cidade é, se calhar, o foco principal.
Nós estamos muito robustos ao nível de oferta de habitação. Ao nível autárquico, acabámos de lançar um, de dois concursos públicos que dão uma resposta à nossa classe média, no âmbito da renda acessível.
Mas, acho que nós, temos, que falar de emprego e na criação de emprego, daí, é fundamental falar nos territórios da Baía do Tejo, falar dos territórios atrás do Retail Park, em Coina, onde vai ficar situado o Hospital da CUF, um território que tem uma dimensão grande, e, o nosso PDM prevê que se mantenha como zona industrial.
Ou seja, a capacidade de o Barreiro criar emprego e trazer emprego, em massa, está nestes dois territórios.»
É um privilégio ser autarca
Que significa ser autarca na sua vida?
«Um privilégio. Um privilégio enorme. O poder fazer pela terra, é um privilégio, não preciso dizer mais palavras, é um privilégio ser autarca.»
Uma palavra de esperança
Que mensagem que o autarca deixa, nos dias de hoje, aos barreirenses?
«Gostava que fosse uma mensagem de esperança. Uma mensagem para dizer que nós estamos atentos àquilo que são as necessidades das pessoas, e, não estamos descolados da realidade. Daí que, poder passar uma palavra, que seja dirigida a toda a gente, é uma palavra de esperança».
Cerimónia de Entrega das distinções Rosto do Ano
Pelo seu trabalho na vida autárquica nos pelouros que envolvem às áreas de obras municipais, urbanismo, planeamento e gestão do território e resíduos urbanos, Rui Miguel Braga recebe a distinção Rosto do Ano 2025, na área Autarca.
A Cerimónia de Entrega das distinções Rosto do Ano, vai decorrer numa sala dos Cinemas Castello Lopes, no Barra Shopping, no próximo dia 27 de Setembro, pelas 10h30, sendo integrada no programa de comemorações dos 25 anos do jornal Rostos.
António Sousa Pereira
T- 180
Fotografia - Marta Sousa Pereira













