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43.º Festival de Teatro do Seixal Tema central das peças será a Liberdade

Em 2026, a principal novidade será a adesão de todas as escolas secundárias do concelho. O tema central das peças será a Liberdade, num ano em que se assinala o 50.º aniversário da Constituição da República Portuguesa.

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43.º Festival de Teatro do Seixal Tema central das peças será a Liberdade

Por Jornal Rostos

A 43.ª edição do Festival de Teatro do Seixal decorre de 12 a 22 de novembro, em vários locais do concelho. Serão apresentadas oito peças no total, sempre com entrada gratuita, passando pelos seguintes palcos: Auditório Municipal do Fórum Cultural do Seixal, CAMAJ – Centro de Apoio ao Movimento Associativo Juvenil, Cinema S. Vicente e Auditório José Queluz (Corroios). Pela primeira vez, o evento irá passar também por todas as escolas secundárias do município.


Os espetáculos apresentados no Auditório terão tradução em língua gestual portuguesa, audiodescrição e legendas descritivas. «Queremos proporcionar o acesso à cultura ao maior número possível de pessoas. Em 2026, as peças apresentadas pretendem sobretudo promover a reflexão sobre a fragilidade do valor da liberdade (passada e presente), precisamente no ano em que se comemora o 50.º aniversário da Constituição da República Portuguesa, pelo que esperamos ver abordagens variadas a um tema que tanto nos diz e que está sempre na ordem do dia», refere Paulo Silva, presidente da Câmara Municipal do Seixal.


Um Festival multifacetado


O Festival de Teatro do Seixal 2026 arranca com uma peça sobre a Palestina, focada no quotidiano possível num território ocupado de um país que não é reconhecido como tal. «Exercício de Montagem. Uma performance que é um Filme Futuro» é uma criação coletiva do Teatro do Vestido e da artista palestianiana Tarab برط, que se apresenta ao público no dia 12 de novembro (quinta-feira), no Auditório Municipal do Seixal.


No dia 13, a RUGAS – Associação Cultural traz ao palco do Auditório José Queluz, na Junta de Freguesia de Corroios, o espetáculo «Paredes com Ouvidos. A Censura e a Tortura no Estado Novo», que parte da inquietante pergunta: «Se as paredes falassem, se acordassem do sono do esquecimento e nos contassem a história dos corpos e das sombras, das vozes, dos gritos e dos silêncios de que foram testemunhas, o que diriam?».


A reflexão sobre como é viver num sistema autoritário, «sem ver, ouvir e ter voz» também está presente nesta edição, através do texto «Ano 2200. Uma Visão Poética e Apocalíptica da Humanidade», numa produção da Associação Cultural A Caravana Passa, que vai estar no Cinema S. Vicente (Aldeia de Paio Pires), no dia 14, sábado.


O papel do trabalho nas nossas vidas, enquanto sociedade e indivíduos, é o tema da peça encenada por Igor Gandra, pelo Teatro de Ferro, que vai estar no Fórum Cultural do Seixal, no dia 15, domingo. Também nesta sala, no dia 19, quinta-feira, o texto de Djaimilia Pereira de Almeida é a base da peça «As Telefones», encenada por Zia Soares, sobre uma mãe e uma filha que falam sem se ouvirem ou responderem.


No dia 21, sábado, tem lugar a peça «O Meu Problema com o Rei Lear», uma criação Causas Comuns, com base num texto traduzido por Álvaro Cunhal, que propõe uma leitura crítica de «O Rei Lear», em cena no Centro Cultural José Saramago, em Amora.


A fechar a 43.ª edição do festival, apresenta-se «Constituição», uma produção CCB/Fábrica das Artes, com texto e encenação de Isabel Costa. Através de um dispositivo que lembra uma assembleia, dois intérpretes e um músico intercalam a recriação de momentos históricos com a vida diária de três jovens, percorrendo os tempos conturbados do fim do Estado Novo e da afirmação da jovem democracia.


Escolas secundárias recebem festival


Em 2026, as escolas secundárias do concelho do Seixal marcam presença, em uníssono, no festival, constituindo uma das novidades desta edição. A Escola Secundária de Amora transforma-se em sala de teatro e recebe «Aurora», a história da estudante universitária presa e torturada pela PIDE-DGS. O espetáculo é uma criação de Inês Melo, do RAIAR – Laboratório Criativo, para assistir no dia 20 de novembro, sexta-feira.


Além desta apresentação para o público em geral, «Aurora» vai estar também em cena em todas as escolas secundárias do concelho, com apresentações destinadas aos alunos deste nível de ensino.

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